Dados do CNJ revelam a lentidão da Justiça em casos de violência psicológica

Levantamentos recentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que a violência psicológica contra a mulher no Acre é uma realidade crescente nos tribunais. Até novembro de 2025, foram contabilizados 438 novos processos dessa natureza, inseridos em um universo maior de mais de cinco mil novos casos de violência doméstica, evidenciando a recorrência de práticas como manipulação emocional e ameaças.

O sistema judiciário do estado tem trabalhado para dar vazão a esses conflitos, tendo julgado 339 ações específicas de violência psicológica dentro de um total de 4.545 sentenças relacionadas à violência contra a mulher. Esses números refletem a tentativa de combater um tipo de agressão que, por muitas vezes ser silenciosa e sem lesões físicas aparentes, causa sofrimento duradouro.

Contudo, o tempo de resposta do Estado ainda é um obstáculo crítico. Para as vítimas de violência psicológica, a espera pela primeira baixa processual é, em média, de 181 dias. Embora esse prazo seja consideravelmente menor do que a média geral para violência doméstica — que chega a 316 dias —, ele ainda representa cerca de um semestre de angústia até que haja um andamento efetivo no processo.