Tecnologia Forense e os avanços na elucidação de crimes no Acre

A Polícia Civil do Acre anunciou, nesta segunda-feira (26), a resolução de dois crimes graves graças ao uso da genética forense. Através do sistema de “matches” — quando o DNA colhido em cenas de crimes coincide com perfis de criminosos já fichados — as autoridades conseguiram identificar os autores de um delito contra o patrimônio e de um caso de violência sexual. A ferramenta tem se mostrado fundamental para esclarecer investigações que estavam paradas por falta de autoria definida.

Embora o banco de dados estadual ainda esteja em fase de implementação, o Acre mantém uma cooperação técnica estreita com o Ministério da Justiça e a Polícia Federal. O material genético coletado de condenados em unidades prisionais e pelo Instituto de Análises Forenses (IAF) é enviado anualmente para Brasília. Foi justamente esse intercâmbio de informações que permitiu o cruzamento de dados e a confirmação de que os suspeitos, que já cumpriam pena por outros delitos, também eram responsáveis por esses crimes anteriores.

Para a diretoria da Polícia Técnico-Científica, esses resultados reiteram a importância estratégica da ciência no combate à criminalidade. A identificação dos culpados, mesmo quando estes já se encontram no sistema prisional, garante que eles respondam formalmente por todas as suas infrações. A expectativa é que, com a futura consolidação da estrutura local, o processo de identificação genética se torne ainda mais rápido, aumentando a eficiência das investigações criminais no estado.

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