O Parque de Exposições Wildy Viana consolidou-se como o principal centro de acolhimento para as vítimas da cheia do Rio Acre, abrigando atualmente 115 pessoas de 39 famílias. Além da assistência humana, a estrutura municipal conta com um espaço exclusivo para animais domésticos, onde 26 pets recebem cuidados veterinários e vacinação pela equipe de zoonoses. O abrigo atende moradores de bairros críticos como Seis de Agosto, Baixada da Habitasa, Ayrton Senna e Taquari, oferecendo alimentação três vezes ao dia, suporte de saúde, assistência social e segurança garantida pela Polícia Militar.
A operação, coordenada pela Defesa Civil Municipal, integra diversas secretarias para garantir dignidade aos desalojados enquanto o nível do rio permanece em oscilação. Segundo Edmilson Balbino, representante da Defesa Civil, o monitoramento é constante, pois as chuvas nas cabeceiras, especialmente em Brasiléia, influenciam diretamente o volume de água na capital. Para garantir a segurança sanitária e evitar acidentes, especialmente com crianças, os animais são mantidos em uma área isolada do alojamento principal, recebendo acompanhamento diário.
Apesar da leve baixa no nível das águas, a prefeitura mantém a estrutura em alerta devido à instabilidade climática. A estratégia de retorno das famílias para suas residências só deve ser traçada após uma trégua de pelo menos 11 dias nas chuvas, garantindo que o processo ocorra de forma segura. Até lá, o Parque de Exposições segue como o ponto de referência para o suporte logístico e humanitário necessário para enfrentar o período de transbordo do Rio Acre em 2026.
