As últimas da política local: Jarude pode vir a ser o vice de Alan Rick e briga entre Gerlen e Mazinho Serafim pode acabar em tiroteio 

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Senador Alan Rick estaria em busca de Emerson jarude

Jarude, o novo vice de Alan  

Cumprindo o destino de quem cresce sem consistência e antes do tempo, a candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo do Estado, que aparece em queda em todas as pesquisas de opinião que se faça, e sem alternativas para alianças posto não ter nada a oferecer a quem precisa de apoio para marchar a seu lado, começa a pensar em soluções caseiras para compor sua chapa. Depois de anunciar a ex-primeira-dama do Estado Ana Paula Cameli como sua companheira de chapa como pré-candidata a vice-governadora, ao ver que a proposta não se viabilizaria, Alan Rick agora busca o namorado dela, o (ainda) deputado estadual Emerson Jarude, do Novo.

O colunista obteve informações de que, em dia sim e no outro também, Alan Rick vai ao escritório de Jarude, num verdadeiro assedio ao deputado em fim de mandato.

Deputado em fim de mandato?

Explico na nota abaixo.

Porque o fim de mandato

O que parecia um político promissor, quando se elegeu vereador em 2016, com uma campanha baseada na simplicidade e no diálogo olho no olho do eleitor, ao ser eleito, o advogado Emerson Jarude colocou nos escaninhos da vida o que havia prometido em relação a uma atuação parlamentar nova e fora dos padrões.

E, aos poucos, o que parecia um político novo, foi se tornando tradicional. Mas conseguiu se reeleger em 2020.

Mudança de sigla, ação de um carreirista qualquer

Em 2022, foi eleito deputado estadual pelo MDB com 8.540 votos (1,95 dos votos), já demonstrando que, como os demais políticos carreiristas, ele mudaria de Partido com as conveniências. Tão conveniente que, na primeira oportunidade, abandonou o MDB, que havia lhe dado guarida desde a campanha anterior, e foi para o Novo, um partido que, de novidade, só apresenta o nome.

E o deputado que prometia novidade na sua forma de fazer política foi cada vez mais se tornando igual a tantos outros e se apequenando cada vez mais.

Clientelismo à Roberto Filho

Tornou-se tão pequeno que, nas eleições municipais de 2024, ficou em terceiro lugar entre quatro candidatos, com pouco mais de 7 por cento dos votos. O candidato que prometia uma revolução na arte da política voltou para o mandato de deputado estadual com o rabo entre as pernas, como se diz popularmente em casos assim.

E passou a fazer o clientelismo de troca de óculos por voto num assistencialismo capaz de envergonhar o ex-deputado Roberto Filho. E, ao que tudo indica, a troca de óculos, adquiridos com dinheiro público, de forma legal mas imoral, não vem dando certo porque o deputado, sabendo de suas chances diminutas, nem cogita mais disputar a reeleição.

Uma tentativa de sair por cima

Por isso, coloca seu nome para cargos mais altos. Tem falado até em ser candidato a senador. Não é que tenha votos, é a forma de sair por cima ao saber de sua derrota anunciada caso busque a renovação do mandato para a Assembleia Legislativa.

O assédio do senador Alan Rick, há oito meses da eleição, para tê-lo como candidato a vice, cairia como uma luva para o desacreditado Emerson Jarude. Seria a forma de sair de cena sem o vexame de ser derrotado na busca pela renovação do mandato de deputado.

Fora até do 2º turno

Para os adversários de Alan Rick, Tião Bocalom e Mailza Assis, Jarude seria o melhor nome para continuar a derrubada de Alan Rick nos índices de pesquisas. Qualquer enquete sobre os dois na mesma chapa em busca do cargo majoritário de governador, apontam que eles não iriam nem para o segundo turno.

Irmãos siameses morrem abraçados

O assédio de Alan Rick mostra que o senador começa a capengar em sua campanha rumoao  Governo do Estado porque, além de não ter um projeto de Estado, que faz campanha apenas baseado nas emendas do Orçamento Geral da União, recursos do governo federal, não tem também nada a oferecer a aliados, se é que ainda os tem.

Por isso, quem torce contra a candidatura de Alan diz que, uma chapa Alan e Jarude, seria a junção da prepotência com a arrogância, palavras siamesas que serviriam para ilustrar uma derrota em que ambos morreriam abraçados.

Pendenga perigosa

Essa arenga entre o atual prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, e o ex-prefeito Mazinho Serafim, com trocas de ofensas pessoais e que agora apelam até a vida conjugal, tem um péssimo exemplo, embora longe do Acre. Deu-se em Alagoas e consequência chegou a Brasília, com troca de tiros entre os senadores Arnon de Melo e Pericles Monteiro, em cujo atrito morreu o senador acreano Kairala José Kairala.

Do jeito que vai a troca de ofensas entre ambos não seria de se admirar se ambos recorressem às armas. Se ambos se acertassem e caíssem para ambos os lados, pelos comportamentos belicosos     que conservam e que em nada ajuda o processo democrático, ambos não fariam falta ao sistema democrático.

O problema é que, em meio à pendenga de ambos, como no caso dos senadores, podem restar pessoas inocentes pelo caminho.

Por Tião Maia

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