O governo do Acre, sob o comando de Gladson Cameli, oficializou uma série de exonerações de cargos comissionados em edição extra do Diário Oficial. A medida atingiu diretamente o grupo político do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP), incluindo seu próprio filho, Geandre Diniz Andrade, que ocupava um cargo de alto escalão (CAS-7). Ao todo, 15 nomes ligados ao gestor municipal foram removidos de suas funções, evidenciando uma retaliação administrativa após o estremecimento das relações entre o Palácio Rio Branco e a prefeitura.
O estopim para a crise foi a recente aproximação de Gerlen Diniz com o senador Alan Rick, pré-candidato ao governo em 2026 e adversário político do atual grupo governista. A tensão escalou drasticamente após um incidente no canteiro de obras da Pousada do Agricultor, onde o Deracre acusou o prefeito e o senador de invasão para fins de propaganda política. Enquanto o senador defende que a visita foi institucional e amparada pelo uso de emendas parlamentares, o órgão estadual prometeu medidas judiciais contra os envolvidos.
As consequências do episódio já ultrapassam a esfera administrativa e atingem o campo partidário. O Progressistas (PP), legenda à qual Gerlen é filiado, anunciou a abertura de um procedimento disciplinar para investigar a conduta do prefeito diante da aliança com oposição. Até o momento, o gestor de Sena Madureira mantém silêncio sobre as demissões em massa, enquanto o cenário político acreano observa o redesenho das alianças para o próximo pleito eleitoral.
