Dólar sobe e Bolsa cai com aversão a risco, provocada por “big techs”

O dólar comercial registrou alta de 0,25% frente ao real, cotado a R$ 5,19 (para compra), nesta quinta-feira (12/2). Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), operava em queda de 0,85%, aos 188.067,04 pontos, às 17h23.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, observa que o dólar operou em queda pela manhã, chegando a R$ 5,15 — o menor nível desde 28 de maio de 2024 (quando atingiu R$ 5,135). “Ao longo da sessão, porém, o ambiente externo entrou num modo defensivo, com as bolsas americanas incapazes de sustentar os ganhos e um claro movimento de aversão a risco”, afirma o analista.

A mudança de humor, acrescenta o técnico, foi resultado da “fraqueza das ‘big techs’”. Os investidores estão preocupados com as perspectivas de lucro do setor de tecnologia. O temor é que os ganhos sejam comprometidos com investimentos maciços, sem um retorno compatível, em inteligência artificial (IA).

As bolsas de Nova York acusaram o golpe. Às 16h12, o S&P 500 recuava 1,12%; o Dow Jones, 0,92%; e o Nasdaq, 1,63%.

Bruno Perri, da Forum Investimentos, nota que o sentimento de aversão a risco no exterior levou a uma busca por títulos públicos dos Estados Unidos, os Treasuries, considerados os papéis especialmente seguros.

Para ele, a queda do Ibovespa também foi resultado de uma “acomodação de preços”, depois de fortes altas. Na quarta-feira (11/2), por exemplo, índice bateu o 11º recorde em 2026, ao superar a marca de 189 mil pontos no fechamento.

Nesta quinta-feira, porém, a queda do Ibovespa também foi resultado da desvalorização de ações que têm grande peso no indicador. Às 17h16, a Petrobras, por exemplo, recuava 3,41%; o Itaú, 1,45%; o Bradesco, 0,97%; e o Santander, 3,78%.

Notícias relacionadas :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS