A busca do prefeito Tião Bocalom por uma legenda para disputar o Governo do Acre em 2026 colocou Brasília no centro das decisões políticas do estado. O prefeito está em rodadas de conversa com PL, PSDB e Avante, buscando viabilizar sua candidatura diante da tendência de seu atual partido, o PL em permanecer alinhado ao grupo político do governador Gladson Cameli. O secretário de comunicação da capital confirmou que todos os partidos procurados demonstraram interesse real em ter o prefeito em seus quadros.
A estratégia de negociar diretamente com as instâncias nacionais, no entanto, expôs um distanciamento entre as lideranças de Brasília e as diretorias estaduais. No Acre, o comando do PSDB admitiu estar “no escuro” e aguarda posicionamentos oficiais sobre uma possível filiação de Bocalom. O dirigente tucano, Gledson Pereira, ressaltou que, embora o partido ainda apoie formalmente a vice-governadora Mailza Assis, a política local é dinâmica e as mudanças impostas pela capital federal são encaradas com naturalidade, mesmo que tragam incertezas aos filiados do interior.
O cenário aponta para uma possível ruptura ou reorganização de forças, especialmente se Bocalom assumir o controle de uma nova sigla. Enquanto o governo estadual tenta manter sua base unida em torno da sucessão de Mailza Assis, a movimentação de Bocalom em Brasília sinaliza que o prefeito está disposto a buscar novos caminhos para garantir seu nome na urna. O retorno do gestor a Rio Branco é aguardado com expectativa, pois deve selar qual bandeira ele carregará no ambicioso projeto de governar o estado.
