Dois homens foram denunciados pelo MPF por manterem gado ilegal e desmatarem áreas da Reserva Extrativista Chico Mendes, no interior do Acre. A investigação, que contou com o apoio da Polícia Federal, identificou o uso de documentos falsos para ocultar a exploração econômica de terras públicas. O órgão pede agora que a Justiça determine a saída urgente dos invasores e o fim de qualquer atividade econômica incompatível com a conservação.
O caso revela um esquema complexo de crimes ambientais e patrimoniais que causou danos severos à unidade de conservação. Para tentar reverter o impacto, o MPF estabeleceu termos de compromisso que incluem a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e a restauração integral de áreas de preservação permanente. O objetivo central é garantir que a legislação ambiental seja cumprida de forma rígida em uma das áreas mais emblemáticas da Amazônia.
Como parte da resolução do caso, três envolvidos que colaboraram com as investigações pagaram R$ 250 mil para fortalecer a infraestrutura de fiscalização do ICMBio. Esses recursos e as medidas de reflorestamento visam assegurar a integridade da reserva a longo prazo. O MPF reforça que a prioridade é a responsabilização efetiva, unindo sanções judiciais à recuperação direta da natureza.
