A Câmara Municipal de Rio Branco promoveu, nesta segunda-feira (11), a terceira audiência pública para debater as diretrizes do novo Plano Diretor da capital. O encontro reuniu diversos setores da sociedade civil e órgãos de fiscalização para traçar estratégias de crescimento organizado. Entre os pontos centrais, o Ministério Público enfatizou que o novo texto deve priorizar a regularização fundiária para garantir segurança jurídica e um planejamento gradual para enfrentar as recorrentes alagações na cidade, gerando economia a longo prazo.
A proposta traz mudanças significativas na paisagem urbana, com destaque para a verticalização da cidade: o limite de altura das edificações em zonas consolidadas poderá saltar de 20 para 40 pavimentos. Além disso, o projeto prevê a redução drástica da distância mínima entre postos de combustíveis — de 1.200 para apenas 100 metros — e flexibiliza a instalação de grandes empreendimentos em qualquer zona urbana, desde que apresentem estudo de impacto de vizinhança.
O texto também moderniza regras de acessibilidade e uso do solo, estabelecendo critérios proporcionais para vagas de estacionamento destinadas a idosos e PCDs em condomínios, além de novas normas para templos religiosos. Segundo o presidente da Casa, Joabe Lira, o objetivo é garantir um debate participativo antes da votação em plenário. Embora ainda não haja uma data oficial para a decisão final, a expectativa é que o projeto seja apreciado pelos vereadores até o mês de junho.
