A educação municipal de Rio Branco entrou oficialmente em estado de greve após decisão unânime de professores e servidores em assembleia realizada nesta quinta-feira, 14, na Praça da Revolução. A categoria rejeitou a oferta verbal da prefeitura de 5% de reajuste para junho, transformando a paralisação iniciada na segunda-feira em um movimento paredista formal. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) exige um aumento escalonado de 10% (sendo 5% agora e 5% no fim do ano), além da atualização do piso salarial de funcionários de apoio e aposentados, que alegam estar com vencimentos defasados há três anos.
Até o momento, mais de 50 escolas já aderiram ao movimento, e a liderança sindical afirma que a proposta do Executivo carece de formalização documental. Enquanto o Sinteac sustenta que há recursos excedentes no orçamento municipal para custear o pleito, a presidente Rosana Nascimento reforça que a categoria está aberta ao parcelamento do índice desejado, aguardando uma postura menos “radical” da gestão pública. A mobilização promete continuar até que o município apresente um documento oficial que contemple a valorização integral de todos os profissionais da rede.
Por outro lado, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria de Gestão Administrativa, alega que os cálculos realizados visam garantir a recomposição inflacionária sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. O secretário Marcos Lucena afirmou que a gestão está sensível ao pedido, mas teme que um impacto financeiro maior comprometa o pagamento de outras obrigações municipais. A prefeitura aguarda a notificação oficial da greve nas próximas 72 horas para retomar as negociações com o gabinete do prefeito e tentar chegar a um consenso que encerre o conflito.
