Registro de Gladson Cameli ao Senado chega ao TRE-AC sob análise de inelegibilidade

O ex-governador Gladson Cameli (PP) teve o pedido de registro de candidatura ao Senado formalizado no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). O nome dele consta no edital publicado pelo tribunal nesta quarta-feira (12), entre os candidatos apresentados pela coligação Avança Acre para as eleições de 2026.

Caso o registro seja deferido, Gladson disputará a vaga com o número 111. Beatriz Cameli aparece como primeira suplente e Débora Nunes como segunda.

A candidatura, porém, será analisada pela Justiça Eleitoral em meio à condenação criminal do ex-governador pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que pode produzir efeitos sobre sua elegibilidade.

Em maio, a Corte Especial do STJ condenou Gladson a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, por crimes como organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. A decisão também estabeleceu multa e indenização de R$ 11,78 milhões ao Estado do Acre.

A condenação ocorreu depois de Gladson deixar o governo do Acre. Em abril, ele renunciou ao cargo para disputar uma das duas vagas ao Senado nas eleições de outubro.

Agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar as condições de elegibilidade do ex-governador no processo de registro. O edital abriu prazo de cinco dias para que candidatos, partidos, federações, coligações, Ministério Público e cidadãos com direitos políticos apresentem impugnações ou comuniquem eventual causa de inelegibilidade.

A Lei da Ficha Limpa prevê restrições eleitorais para condenações por órgão colegiado em determinadas situações. No caso de Gladson, a condenação pelo STJ já foi apontada como causa de inelegibilidade, embora a defesa tenha anunciado que pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Assim, o simples protocolo do pedido não significa que a candidatura esteja definitivamente autorizada. A situação será decidida no processo de registro, podendo ser questionada pelas partes legitimadas e submetida às instâncias da Justiça Eleitoral.

Marcio Bittar

O mesmo edital registra ainda a candidatura do senador Marcio Bittar (PL) ao Senado pela coligação Avança Acre. Ele concorrerá com o número 222 e terá Jebert Nascimento e Lívio Veras como suplentes.

Gladson e Bittar integram a mesma composição política que apoia a candidatura de Mailza Assis Cameli (PP) ao Governo do Acre.

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