O Acre segue em estado crítico devido aos elevados níveis de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme o novo boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (26). O estado integra um cinturão de alerta na região Norte, ao lado de Rondônia e Roraima, que também enfrentam uma pressão significativa de infecções respiratórias severas. Embora Rio Branco não apresente uma tendência de crescimento acelerado no longo prazo, a manutenção dos casos em patamares altos preocupa as autoridades sanitárias neste início de 2026.
O cenário epidemiológico na capital acreana é marcado pela forte presença do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que atinge severamente o público infantil. Em contrapartida, os casos de Influenza A no estado começam a dar sinais de recuo. A situação regional é variada: enquanto Porto Velho (RO) lida com um aumento expressivo de Influenza A em jovens e adultos, Boa Vista (RR) enfrenta o avanço do VSR tanto em crianças pequenas quanto na faixa etária de até 49 anos, consolidando um quadro de atenção redobrada nas capitais vizinhas.
No balanço nacional deste ano, o Brasil já soma 8.218 registros de SRAG, sendo que 2.566 casos foram confirmados laboratorialmente para agentes virais. O rinovírus lidera as estatísticas com 34,6% das ocorrências, seguido pelo Sars-CoV-2 (20%) e pela Influenza A (19,2%). O VSR, foco de preocupação no Acre, representa 12,5% das confirmações no país, evidenciando a necessidade de vigilância contínua contra a circulação simultânea desses múltiplos patógenos.
