A Polícia Civil do Acre (PCAC) contabilizou 92 vítimas do crime de perseguição, o chamado stalking, no contexto de violência doméstica e familiar ao longo de 2025. Rio Branco concentra o maior volume de ocorrências, com 40 casos, seguida por Cruzeiro do Sul (14) e Sena Madureira (8). Os dados, extraídos do Painel de Indicadores de Business Intelligence da instituição, revelam que o crime — tipificado no Código Penal desde 2021 — afeta predominantemente mulheres jovens entre 18 e 29 anos e ocorre com maior frequência aos domingos e durante o período noturno.
O perfil das vítimas aponta que a maioria se autodeclara parda (57 registros) e branca (14). De acordo com a legislação vigente, a conduta de perseguir alguém de forma reiterada, seja fisicamente ou por meios digitais (cyberstalking), ameaçando a integridade psicológica ou invadindo a privacidade, pode resultar em pena de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa. O levantamento estatístico destaca que os meses de maio e junho foram os mais críticos do ano, apresentando o pico de denúncias nas delegacias do estado.
A análise detalhada dessas ocorrências é viabilizada pelo Painel de Indicadores da PCAC, ferramenta estratégica que mapeia padrões criminais para orientar ações preventivas e repressivas. Por meio dessa tecnologia, a polícia judiciária identificou que as regionais de Rio Branco, Bujari e Porto Acre reúnem quase metade das notificações estaduais. O monitoramento contínuo visa combater a escalada da violência doméstica, fornecendo suporte para que as autoridades possam intervir com maior precisão em áreas identificadas como críticas.
