
O Acre chegou ao fim de setembro com 1.355 focos de queimadas registrados desde o início do ano, o menor acumulado para o período desde 2020. Apesar da redução histórica, o estado teve uma concentração elevada de ocorrências nos últimos dois dias analisados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Entre sexta-feira (25) e sábado (26), foram identificados 101 focos no território acreano. O número colocou o estado na segunda posição do ranking nacional de queimadas em 48 horas, atrás apenas do Pará, que teve 392 registros. No Brasil, foram contabilizados 1.006 focos no intervalo.
Tarauacá e Rio Branco também apareceram entre os municípios brasileiros com maior quantidade de focos no período. Tarauacá ficou na quarta colocação nacional, enquanto a capital acreana ocupou a oitava posição. Os primeiros lugares foram de Altamira, Rurópolis e São Félix do Xingu, todos no Pará.
Mesmo com o aumento pontual, o resultado acumulado do Acre permanece abaixo dos anos anteriores. Em 2025, o estado havia contabilizado 1.550 focos até o mesmo período, o que significa uma redução de aproximadamente 13% em 2026.
A diferença é ainda maior quando o atual acumulado é comparado à média histórica para o período, de 6.028 focos. Nesse caso, a redução chega a 78%. O levantamento considera os dados do satélite de referência utilizado pelo Programa Queimadas, do Inpe.
O contraste fica evidente na série histórica. O pior resultado ocorreu em 2022, quando o Acre registrou 9.416 focos entre janeiro e setembro. Foram 7.295 em 2020, 7.043 em 2021, 4.350 em 2023 e 6.515 em 2024. O número de 2026 está cerca de 86% abaixo do registrado em 2022.
No acumulado nacional, o Acre aparece na 11ª colocação, com aproximadamente 2% dos 66.876 focos detectados no país. O Pará lidera, com 11.216 ocorrências, seguido por Mato Grosso, com 9.191, e Tocantins, com 7.423.
A Amazônia respondeu por 649 dos focos registrados no Brasil entre sexta e sábado. O Cerrado apareceu na segunda posição entre os biomas, com 201 ocorrências.
Na comparação com os estados vizinhos, o Amazonas soma 5.938 focos no ano, aumento de 82% em relação a 2025. Rondônia, por outro lado, registra 986 ocorrências, queda de 28% na mesma comparação.
