Desocupação no Acre supera índice do país, mas estado mantém vantagem sobre Amazonas e Amapá

Dados da Pnad Contínua revelam que o desemprego no Acre atingiu 6,6% ao final de 2025, um ponto percentual acima da média nacional de 5,6%. No contexto regional, o estado apresenta um desempenho melhor que o de outras unidades da federação no Norte, mas perde para Rondônia, que ostenta um dos melhores índices do Brasil (3,3%). Mato Grosso lidera a lista nacional de empregabilidade, com uma taxa de apenas 2,2%, evidenciando a disparidade regional no aproveitamento da força de trabalho.

O ano de 2025 foi marcado por uma recuperação histórica no emprego brasileiro, com a maioria das unidades da federação registrando taxas mínimas recordes e um aumento no rendimento médio mensal para R$ 3.560. Contudo, o Acre não acompanhou o ritmo dos estados do Centro-Oeste e Sul, permanecendo na metade inferior da tabela de ocupação. O levantamento do IBGE aponta que a escolaridade continua sendo um fator determinante, com maiores dificuldades de inserção para trabalhadores menos qualificados.

Além das diferenças regionais, o estudo destaca disparidades de gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro. Mulheres e pessoas pretas ou pardas continuam sendo as mais afetadas pelo desemprego, com índices que superam consistentemente a média nacional e a taxa verificada entre homens e pessoas brancas. Esse panorama nacional reflete os desafios que estados como o Acre enfrentam para promover uma inclusão econômica mais equilibrada e elevar o patamar de renda de sua população.

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