
Servidores da educação municipal mantêm a mobilização em frente à Prefeitura de Rio Branco nesta terça-feira, 12, transformando a paralisação iniciada na véspera em um estado de alerta. A categoria reivindica uma reposição salarial escalonada de 10% (dividida em duas parcelas), além de melhorias urgentes na segurança e infraestrutura das unidades escolares. O movimento sinaliza que, caso não haja um consenso imediato, a paralisação temporária será oficialmente convertida em greve por tempo indeterminado.
O impasse central reside na contraproposta da gestão municipal, que ofereceu apenas 5% de reajuste para junho, descartando a segunda parcela solicitada pelos sindicatos. Para os profissionais de apoio, a prefeitura sugeriu a fixação de um piso salarial de R$ 1.621, o que representa um aumento percentual de 7,54%. No entanto, as lideranças sindicais afirmam que o clima entre os trabalhadores é de insatisfação, indicando uma provável rejeição dos termos apresentados verbalmente pelo Executivo.
Representantes do Sinproacre e do Sinteac criticam a postura da administração, rebatendo a justificativa de falta de orçamento para atender às demandas. Segundo as entidades, existem recursos disponíveis no MDE (Manutenção e Desenvolvimento do Ensino) que superam as previsões anuais, faltando apenas “vontade política” para selar o acordo. Os sindicatos reforçam que já foram flexíveis ao aceitar o parcelamento do reajuste, mas exigem que a prefeitura oficialize uma proposta mais justa.
