Facção expulsava moradores e alugava casas para financiar atividades criminosas em Rio Branco

Imóveis retirados de famílias por integrantes de uma organização criminosa estariam sendo transformados em fonte de renda para a própria facção em Rio Branco. A prática é investigada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que deflagrou uma operação nesta sexta-feira (28).

A investigação identificou casos em que moradores foram obrigados a deixar suas residências em regiões sob influência de grupos criminosos. Após a saída das famílias, os imóveis passavam a ser ocupados ou alugados.

Em algumas situações, segundo a Polícia Civil, as casas chegaram a ser alugadas para terceiros que desconheciam a origem criminosa da posse. Os valores pagos pelos inquilinos, entretanto, seriam destinados ao financiamento das atividades da organização.

Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Draco nos bairros Belo Jardim I e Belo Jardim II. A ação faz parte das investigações que buscam identificar os responsáveis pelas expulsões e esclarecer a extensão do esquema.

O delegado Gustavo Neves explicou que a utilização dos imóveis para gerar renda representa uma forma de fortalecimento financeiro das organizações criminosas. Além de exercer domínio territorial, os grupos passam a obter recursos a partir de propriedades tomadas das próprias vítimas.

A Polícia Civil considera a expulsão de moradores uma das formas utilizadas por facções para ampliar sua influência em determinadas áreas da capital. A retirada das famílias pode ocorrer junto à apropriação dos imóveis, que posteriormente passam a servir aos interesses do grupo.

A Draco orienta pessoas que tenham sido vítimas desse tipo de ação ou possuam informações sobre casos semelhantes a procurar a Polícia Civil por meio do Disque-Denúncia.

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