Fila do Bolsa Família pressiona orçamento e expõe gargalos em estados mais populosos

Os maiores entraves na fila do Bolsa Família estão concentrados nos estados mais populosos do país. São Paulo lidera o ranking nacional, com 612,1 mil pessoas aguardando acesso ao benefício, seguido por Rio de Janeiro, com 571,7 mil. Bahia e Minas Gerais aparecem na sequência, com 189,6 mil e 188,7 mil pessoas na fila, respectivamente. Juntos, os quatro estados representam quase metade de toda a demanda reprimida registrada no Brasil.

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o orçamento previsto para o Bolsa Família em 2026, estimado em R$ 157,5 bilhões, não será suficiente para atender toda a demanda atual. A entidade calcula que seriam necessários mais R$ 16,48 bilhões para zerar a fila de espera, elevando o total de recursos do programa para aproximadamente R$ 174 bilhões.

A CNM também demonstra preocupação com a redução do repasse federal destinado à gestão municipal do Cadastro Único e do próprio Bolsa Família. O valor de apoio financeiro por cadastro, que anteriormente era de R$ 4, caiu para R$ 3,25 em 2024 e teve leve reajuste para R$ 3,35 em 2025. Para a entidade, o montante segue insuficiente diante da inflação e do aumento das demandas enfrentadas pelos municípios.

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