Laudo da PF diminui chance de domicílio a Bolsonaro

A Polícia Federal atestou em laudo médico que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu tratamento médico adequado no 19º batalhão da Polícia Militar no Complexo da Papuda, conhecido como “Papudinha”. Informações são de Teo Cury no CNN Novo Dia, que destacou que isso reduz significativamente as chances de concessão do regime domiciliar solicitado pela defesa.

O laudo médico foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), que condicionou sua decisão sobre o pedido de prisão domiciliar à avaliação de peritos independentes da Polícia Federal. Na decisão que determinou a transferência de Bolsonaro da superintendência da PF para a Papudinha, o ministro indicou três possibilidades a serem consideradas pelos médicos: necessidade de transferência para domiciliar, manutenção no atual local ou transferência para uma penitenciária hospitalar.

De acordo com a perícia realizada, embora o ex-presidente apresente problemas de saúde, estes podem ser tratados dentro da própria Papudinha, onde há uma equipe médica multidisciplinar disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. Este cenário difere do que Bolsonaro tinha na superintendência da Polícia Federal, oferecendo melhores condições de atendimento médico.

Agora, com o louvor em mãos, caberá ao ministro Alexandre de Moraes tomar uma decisão após ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR). Embora não haja um prazo definido para, a tendência, segundo o analista, é que o ex-presidente continue no complexo penitenciário por pelo menos um prazo médio, já que o principal argumento para a prisão domiciliar seria a necessidade de cuidados médicos que não poderiam ser oferecidos na detenção local atual.

Outros casos envolvendo Bolsonaro

Paralelamente ao pedido de prisão domiciliar, há expectativa de que a PGR se posicione ainda neste semestre sobre outras investigações já concluídas pela Polícia Federal que envolvem Jair Bolsonaro. Entre elas estão o caso das joias sauditas, onde o ex-presidente foi indicado junto com outras 11 pessoas em julho de 2024; o caso da ABIN paralelamente, que envolve monitoramento ilegal de autoridades e opositores; e o caso de importação sexual envolvendo o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida.

Segundo apuração, a decisão da PGR sobre denunciar ou não os investigados nestes casos deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026, evitando o período eleitoral do segundo semestre, quando tais decisões pudessem ser interpretadas como interferência no processo eleitoral.

Por: CNN BRASIL

Notícias relacionadas :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS