
O resultado das eleições de 2026 vai provocar movimentos opostos na presença feminina nos legislativos estadual e municipal. Enquanto a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) ficará sem mulheres a partir de 2027, a Câmara de Rio Branco ganhará duas novas vereadoras com a saída de parlamentares eleitos deputados.
Nenhuma candidata conseguiu conquistar uma das 24 cadeiras da Aleac nesse domingo (4). Com isso, a representação feminina, atualmente formada por três deputadas, cairá para zero na próxima legislatura. Antonia Sales (MDB), Maria Antônia (PP) e Michelle Melo (União Brasil) disputaram a reeleição, mas ficaram fora da lista dos eleitos.
Na Câmara de Rio Branco, o efeito das urnas será justamente o contrário. Três vereadores da capital foram eleitos para a Aleac: Samir Bestene (PP), Leôncio Castro (PSDB) e Raimundo Neném (PL). As saídas de Samir e Leôncio abrirão espaço para Gabriela Câmara e Degmar Kinpara, respectivamente. A mudança fará a bancada feminina da Câmara dobrar de tamanho. Atualmente, Lucilene Vale e Elzinha Mendonça são as duas mulheres entre os 21 vereadores.
Com Gabriela e Degmar, serão quatro a partir de 2027, elevando a participação feminina de 9,52% para 19,05%. O contraste será, portanto, direto: enquanto as 24 cadeiras da Aleac serão ocupadas por homens, a Câmara da capital passará a contar com quatro vereadoras. Duas delas chegarão justamente em consequência da eleição de vereadores homens para o Legislativo estadual.
Há ainda uma terceira cadeira a ser aberta na Câmara, com a eleição de Raimundo Neném. Diferentemente do que consta no texto inicial, porém, não é seguro afirmar neste momento que João Marcos Luz assumirá a vaga. Ele era o primeiro suplente do PL em 2024, mas posteriormente deixou o partido e se filiou ao PSDB. A definição depende da situação partidária e da ordem dos suplentes aptos no momento da convocação.
