Rio Branco registra uma das menores inflações do setor cultural no Brasil

Dados recentes do Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), abrangendo o período de 2013 a 2024, revelam que Rio Branco se destaca no cenário nacional por apresentar uma das menores variações de preço no consumo de bens culturais. Entre 2020 e 2024, a capital acreana registrou um aumento médio de apenas 2,3% no Índice de Preços da Cultura (IPCult), empatando com Belém e Campo Grande, e ficando atrás apenas de São Luís. O resultado contrasta com grandes centros como Belo Horizonte e São Paulo, que tiveram as maiores altas do país.

O IPCult monitora uma cesta de 30 itens, variando desde ensino e lazer até serviços de tecnologia. No panorama nacional, a inflação da cultura (3,1%) avançou em ritmo mais lento do que a inflação geral (IPCA), que marcou 5,9% no mesmo período. Isso indica que, embora o custo de vida tenha subido impulsionado por alimentos e transportes, os gastos específicos com cultura pesaram menos no bolso do consumidor brasileiro nos últimos anos.

A análise detalhada dos itens mostra que jornais e revistas foram os que mais encareceram, com alta superior a 10%. Por outro lado, serviços essenciais como telefonia, internet e TV por assinatura tiveram reajustes modestos (1,8%). Contudo, mesmo com preços estáveis, esses serviços digitais continuam sendo o maior gasto das famílias na área cultural, representando quase 57% da composição do índice, uma realidade que também se reflete no orçamento dos moradores de Rio Branco.

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