Força-tarefa do Idaf realiza quase 5 mil podas sanitárias para conter avanço da monilíase no Acre

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) intensificou as ações de combate à monilíase em 2025, realizando 4.639 podas sanitárias e o descarte adequado de quase 30 mil frutos contaminados. Mesmo com o registro de 148 novos casos da praga, o órgão mantém uma barreira fitossanitária ativa 24 horas na BR-364, no posto do Rio Liberdade, para impedir que materiais vegetais infectados alcancem áreas livres da doença. O esforço concentra-se principalmente nos municípios de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima, onde a vigilância é constante para proteger a produção de cacau e cupuaçu.

A estratégia do governo estadual, por meio da Seagri, é consolidar o cacau como pilar da economia sustentável em todas as regionais, do Alto Acre ao Vale do Juruá. Para viabilizar essa meta, técnicos e extensionistas promovem a educação sanitária junto aos produtores, ensinando o manejo correto e a identificação precoce do fungo, cujos esporos são facilmente dispersados pelo vento ou pelo transporte humano. A integração entre o monitoramento técnico e a responsabilidade do agricultor é apontada como o único caminho para garantir a sanidade das lavouras.

O protagonismo do Acre no enfrentamento da monilíase — sendo o primeiro estado a detectar a praga no Brasil — tornou-se referência em eventos nacionais do setor cacaueiro. Além das podas que eliminam focos de reprodução do fungo, o trabalho conjunto com o Ministério da Agricultura (Mapa) foca na manutenção da segurança alimentar e na geração de renda. Ao remover tecidos doentes, a fiscalização retarda a frutificação temporariamente, mas assegura a sobrevivência a longo prazo das cadeias produtivas que sustentam milhares de famílias rurais.

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