A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), em parceria com o Ministério da Saúde e a Fiocruz, realiza até quinta-feira (5), em Rio Branco, uma capacitação para implantar o uso de “ovitrampas” nos 22 municípios do estado. Essas armadilhas coletam ovos do mosquito Aedes aegypti, permitindo medir com precisão o nível de infestação e identificar precocemente as áreas de maior risco para dengue, zika e chikungunya. A estratégia visa tornar o combate ao vetor mais inteligente e direcionado, utilizando dados científicos para antecipar surtos e proteger a população.
A oficina reúne representantes da vigilância epidemiológica e ambiental de todo o estado no Instituto de Educação Lourenço Filho. Segundo o pesquisador José Bento Lima, da Fiocruz, a tecnologia permite que as prefeituras otimizem suas equipes, enviando agentes exatamente para as localidades onde a concentração do mosquito é crítica. A secretária adjunta de Saúde, Ana Cristina Moraes, reforçou que a atualização dos protocolos é fundamental para que o território acreano tenha uma resposta mais eficaz e coordenada diante das arboviroses.
Além do aprendizado prático sobre as armadilhas, o evento busca padronizar os fluxos de informação entre o Estado e os Municípios, garantindo que os agentes de endemias atuem de forma integrada. O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, destacou que o investimento em ciência e tecnologia é uma prioridade da gestão para oferecer respostas rápidas e preventivas. O objetivo final é reduzir os índices de doenças transmissíveis por vetores no Acre através de uma vigilância entomológica moderna e baseada em evidências.
