O Acre atingiu uma marca expressiva na educação prisional com a aprovação de 65,42% dos internos que realizaram o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja PPL). Ao todo, 1.533 pessoas privadas de liberdade participaram das provas, aplicadas em todas as unidades penitenciárias do estado. O exame, dividido em etapas para os ensinos fundamental e médio, consolida-se como a principal ferramenta para que os detentos comprovem conhecimentos e obtenham o diploma oficial de escolaridade durante o cumprimento da pena.
A gestão do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) destaca que o certificado é um pilar fundamental para o retorno desses cidadãos ao convívio social e ao mercado de trabalho. Segundo Margarete Frota, chefe da Divisão de Educação Prisional, a procura pelo documento tem crescido entre os egressos que já deixaram o sistema. Apenas no início deste ano, diversos ex-detentos buscaram a certificação para atender a exigências de contratação em novos empregos, evidenciando o valor prático da escolarização na reconstrução de trajetórias de vida.
O resultado reflete um esforço contínuo de ressocialização, onde o estudo funciona como um passaporte para a dignidade fora das grades. Para as autoridades de segurança e educação, o índice superior a 60% de aprovação demonstra o potencial de transformação do sistema quando focado em competências básicas e qualificação. O próximo passo das instituições é ampliar o suporte pedagógico dentro dos presídios, garantindo que o acesso ao ensino regular seja o diferencial para reduzir a reincidência criminal e promover a inserção produtiva na sociedade.
Com informações de Agência de Noticias do Acre
