Médica teria sido fotografada pouco antes de assassinato; ex-companheiro é suspeito

Novas informações sobre o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, em Brasiléia, levantam a suspeita de que a vítima tenha sido monitorada pouco antes de ser morta. Testemunhas relataram a presença de um homem em uma motocicleta que aparentemente fotografava a mesa onde ela estava com amigos, na noite de segunda-feira (2).

A Polícia Civil investiga a possível participação do advogado e ex-procurador municipal Francisco Valadares Neto, ex-companheiro da médica, no planejamento do crime. Elyne já havia denunciado ameaças atribuídas a ele e possuía medida protetiva de urgência.

Segundo relatos de pessoas próximas à vítima, Elyne demonstrava preocupação com as ameaças que vinha recebendo. Pouco antes do assassinato, teria comentado com amigos que temia não sobreviver àquela noite.

A médica também teria acionado o botão do pânico, dispositivo utilizado por mulheres que possuem medidas protetivas. A Polícia Civil confirmou que há informações preliminares sobre o acionamento, mas afirmou que não houve tempo suficiente para impedir o ataque.

Elyne foi assassinada enquanto estava sentada na calçada de um bar, nas proximidades do 5º Batalhão da Polícia Militar. Um homem usando capacete se aproximou e efetuou dois disparos contra a vítima, atingindo-a pelas costas e na região da cabeça.

O ex-companheiro é investigado como possível mandante do assassinato. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de feminicídio praticado com a participação de um executor.

O homem apontado como autor dos disparos já foi identificado pelos investigadores, mas continuava sendo procurado nesta terça-feira (3).

Francisco Valadares Neto foi encontrado desacordado em sua residência na manhã desta terça-feira e encaminhado ao hospital de Brasiléia. A polícia suspeita de uma tentativa de suicídio por ingestão de medicamentos.

As investigações também deverão esclarecer a origem das ameaças, a possível vigilância da vítima antes do assassinato e a participação de outras pessoas no crime.

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