O feriado religioso que une as celebrações do Dia do Católico e do Evangélico não foi suficiente para impulsionar o turismo terrestre em Rio Branco. A rodoviária da capital registra uma movimentação muito abaixo do esperado para um feriadão, rompendo com o histórico de grande fluxo de viajantes observado em anos passados. O repórter David Medeiros constatou no local que o terminal opera com dinâmica de um dia normal de trabalho.
As poucas passagens vendidas concentraram-se, brevemente, nas rotas para Cruzeiro do Sul no início da manhã, enquanto outros destinos dentro do Acre e para fora do estado apresentam baixa procura. O esvaziamento do terminal reflete, segundo relatos colhidos no local, uma mudança de comportamento do passageiro, que não está viajando com a mesma frequência de outras épocas festivas.
A explicação para o fenômeno, segundo o taxista veterano Adenir Bastos, não está no preço das passagens ou corridas, que seguem estáveis, mas sim na falta de recursos financeiros da população. Outro ponto crítico levantado é a infraestrutura: viajar para o Vale do Juruá tem sido um desafio devido à precariedade da BR, em contraste com as estradas do Alto Acre, que apresentam condições de tráfego satisfatórias.
