O impacto da cheia do Rio Acre estendeu-se severamente à zona rural do município, onde o isolamento geográfico se tornou o maior desafio. Segundo dados da Defesa Civil desta quarta-feira (21), comunidades como Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre estão com seus acessos comprometidos pela água. Cerca de mil moradores (250 famílias) sofrem com a interrupção da rotina e a falta de mobilidade, o que dificulta a chegada de suprimentos e o acesso a atendimentos básicos, exigindo atenção prioritária das autoridades.
O cenário exige monitoramento preventivo rigoroso em outras 15 localidades rurais, onde o risco de agravamento é alto. O foco das autoridades não é apenas a segurança física dos moradores, mas também a proteção da economia local. Existe um temor crescente quanto à perda de safras e à impossibilidade de escoar a produção agrícola, fatores que podem gerar um impacto financeiro duradouro para os produtores rurais que dependem desses recursos para sobreviver.
Apesar de os números absolutos na zona urbana serem maiores, com 631 famílias afetadas em 27 bairros, a dinâmica da crise no campo é agravada pela dificuldade de acesso. Enquanto a resposta urbana é mais ágil, a zona rural demanda operações logísticas complexas para levar auxílio ou realizar evacuações. A combinação de distâncias longas e ramais intransitáveis torna o trabalho da Defesa Civil nessas áreas uma tarefa de alta complexidade e urgência.
