MP aponta lacunas em sistema do Idaf e exige rigor na fiscalização

O sistema de gestão do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) está sob investigação do Ministério Público devido a fragilidades operacionais que dificultam o combate às queimadas e ao desmatamento. O inquérito busca verificar se o instituto possui mecanismos reais para garantir que o gado comercializado no estado não venha de áreas de proteção ambiental ou terras embargadas. A denúncia aponta que a falta de comunicação sistemática entre órgãos estaduais e federais permite que infratores ambientais continuem lucrando com a pecuária ilegal.

O Ministério Público identificou que as políticas de fiscalização são enfraquecidas pela falta de intercâmbio de dados entre o Sisdaf e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Na prática, essa “cegueira tecnológica” permite que uma propriedade multada pelo Ibama ou Imac continue movimentando rebanhos normalmente no sistema do Idaf. Além disso, o MPAC questiona a ausência de alertas automáticos no sistema que deveriam bloquear imediatamente propriedades com irregularidades ambientais, facilitando a “lavagem” de gado oriundo de desmatamento.

Como parte das diligências, o MPAC oficiou o Ibama e o Imac para obter listas atualizadas de áreas embargadas e entender como o acesso a essas informações é disponibilizado ao governo estadual. O Idaf deverá apresentar manuais, normas internas e os critérios usados para validar os cadastros das propriedades rurais. A ação do Ministério Público visa forçar uma integração institucional que assegure a conformidade ambiental de um dos setores mais estratégicos da economia do Acre.

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