Uma força-tarefa composta por polícias estaduais e federais realizou uma varredura completa nas celas da UP4, em Rio Branco, durante a 10ª fase da Operação Mute. Deflagrada na última segunda-feira, a ação focou na desarticulação de grupos criminosos através da busca por dispositivos de comunicação e armas artesanais. O balanço imediato da intervenção apontou a retirada de dois celulares que estavam em posse dos internos no Núcleo de Custódia Especial, interrompendo contatos não autorizados com o ambiente externo.
A coordenação da atividade ficou a cargo da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), contando localmente com o apoio decisivo do Gaeco (MPAC) e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/PF). A integração entre as instituições permitiu uma revista técnica detalhada, visando neutralizar lideranças e impedir a coordenação de crimes de dentro da unidade prisional. A gestão da Polícia Penal ressaltou que a operação é uma peça-chave na estratégia de manter a disciplina e a ordem nas divisões de regime fechado.
A Operação Mute já se consolidou como uma das principais ferramentas de controle carcerário no país, atacando o “coração” da logística das facções: a comunicação. Com a finalização desta etapa, os materiais apreendidos foram encaminhados para perícia, o que deve auxiliar em futuras investigações sobre como esses itens ingressaram no presídio. As autoridades de segurança do Acre garantem que novas fases da operação devem ocorrer para manter o rigor no sistema penitenciário estadual.
