Moradores e Saerb divergem sobre causa de alagamentos na Baixada Sobral

Moradores dos bairros Plácido de Castro e Baixada Sobral, em Rio Branco, denunciaram nesta segunda-feira (6) que o descarte irregular de resíduos da Estação de Tratamento de Água (ETA 2) continua provocando alagamentos nas ruas Antônio Souza e 27 de Julho. A comunidade contesta a versão oficial da prefeitura, alegando possuir imagens de drone que comprovam o despejo de lodo em um igarapé local. Em resposta, o Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) nega a responsabilidade e afirma que o problema foi tecnicamente resolvido há três anos.

A diretoria do Saerb assegura que uma intervenção realizada entre 2023 e 2024 desviou o descarte para o Rio Acre, impedindo fisicamente o lançamento de água em direção à Baixada. O gerente de produção da autarquia, Henrique Amaral, foi categórico ao afirmar que a estrutura atual não permite mais o escoamento para o córrego citado. No entanto, os moradores levantam a hipótese de que as bombas de recirculação sejam desligadas eventualmente para corte de custos, forçando o despejo inadequado da água durante certos períodos.

Para encerrar o impasse e provar a eficácia do sistema, o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, anunciou a instalação de câmeras de monitoramento em tempo real no local até a próxima semana. A medida visa dar transparência ao processo e identificar se o acúmulo de água nas ruas é fruto de falha operacional da ETA 2 ou de outros problemas de drenagem urbana. Enquanto isso, a população local segue em alerta, temendo novos prejuízos e denunciando o caso como um possível crime de poluição ambiental.

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