O julgamento do ex-governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), foi retirado de pauta no Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (15), após uma decisão liminar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida atende a um pedido da defesa e determina a exclusão imediata de provas coletadas entre maio de 2020 e janeiro de 2021, no âmbito da Operação Ptolomeu. Com a nulidade desses elementos e de suas derivações, o processo na Corte Especial fica paralisado até que o material considerado ilícito seja removido dos autos.
A decisão de Mendonça interrompeu a sessão que estava prevista para ocorrer em dois horários nesta quarta-feira. A defesa de Cameli argumentou que o prosseguimento do julgamento sem a devida limpeza do processo comprometeria a validade de qualquer decisão futura. Anteriormente, a relatora do caso no STJ já havia votado pela condenação do ex-governador a uma pena superior a 25 anos de prisão, mas o rito foi travado por pedidos de vista e, agora, por este novo entendimento sobre as evidências.
O processo em questão investiga denúncias do Ministério Público Federal (MPF) sobre uma suposta organização criminosa dedicada a fraudes em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de verbas públicas. O caso agora aguarda o cumprimento da ordem do STF para que o STJ possa reorganizar o cronograma jurídico. Até que o desentranhamento das provas seja concluído, não há uma nova data prevista para que os ministros decidam o futuro político e jurídico do ex-gestor acreano.
