Exploração de madeira no Acre cai pela metade e zera ilegalidade em áreas protegidas

Um novo relatório do Simex aponta que o setor madeireiro do Acre passou por uma transformação significativa, reduzindo a exploração de madeira em 49% no último ano. O ponto alto do monitoramento é o fim da extração não autorizada no estado, com todos os registros de retirada de madeira ocorrendo dentro da legalidade e sob licença ambiental. A eficácia da fiscalização impediu que a atividade avançasse sobre áreas de preservação e territórios de populações tradicionais no período entre 2023 e 2024.

O levantamento do Imazon detalha que a extração se limitou exclusivamente a terras privadas, demonstrando um perfil de exploração altamente regularizado e concentrado. Ao contrário do que ocorre em outras áreas da Amazônia Legal, onde a extração ilegal costuma atingir Áreas Protegidas, o Acre conseguiu blindar suas Unidades de Conservação e Terras Indígenas contra o corte irregular de árvores. Esse resultado reforça o compromisso do estado com o manejo florestal sustentável e o cumprimento rigoroso da legislação vigente.

A modernização do monitoramento ambiental é apontada como a principal responsável por esses índices positivos. O uso de ferramentas digitais e fiscalização qualificada tem permitido que as autoridades identifiquem com precisão a origem de cada lote de madeira. Para o setor produtivo e ambientalistas, o Acre serve hoje como um laboratório de sucesso para o desenvolvimento regional, demonstrando que a transparência e o controle são os melhores caminhos para fortalecer a economia verde na região Norte.

Notícias relacionadas :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS