O Acre aparece na faixa intermediária do levantamento nacional sobre remuneração docente, ocupando o 17º lugar entre as 27 unidades da federação. Segundo dados do Movimento Profissão Docente, divulgados pelo jornal Estadão, um professor da rede estadual com licenciatura e jornada de 40 horas semanais inicia a carreira com um salário de R$ 5.370,35. Apesar de estar na metade inferior da tabela, o estado supera redes tradicionais como as de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o vizinho Rondônia.
O valor pago aos docentes acreanos, no entanto, permanece abaixo da média nacional de remuneração inicial, que é de aproximadamente R$ 6.212. O estudo destaca um cenário de profunda desigualdade salarial no Brasil: enquanto o Acre luta para alcançar a média, estados como Mato Grosso do Sul lideram o ranking pagando R$ 13.007,12 no início da carreira — mais que o dobro do valor registrado em solo acreano.
Na outra ponta da lista, estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais apresentam os menores valores, pagando cerca de R$ 4.867, montante que equivale ao piso nacional do magistério. O levantamento, que não inclui gratificações ou benefícios adicionais, reforça o desafio das redes estaduais em equilibrar as contas públicas com a necessidade de valorização profissional para atrair novos talentos para as salas de aula.
