Conflito entre União e Estado paralisa Gameleira e ameaça trabalho de 60 comerciantes

Um documento expedido pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) travou a gestão da orla da Gameleira, em Rio Branco, deixando cerca de 60 empreendedores em situação de abandono e insegurança jurídica. A União alega domínio sobre a área e exige anuência prévia para qualquer atividade, o que levou o Governo do Estado a suspender os serviços de manutenção, revitalização e as autorizações de uso do espaço. O impasse foi tema de uma reunião de emergência nesta terça-feira, 14, entre comerciantes e a Secretaria de Governo (Segov).

Os trabalhadores relatam que a falta de uma gestão definida impede o trabalho com respaldo legal e expõe a categoria a riscos, incluindo ameaças de retirada forçada pela Polícia Federal por parte da SPU. Segundo a Associação dos Empreendedores da Gameleira, quase 100 famílias são impactadas diretamente pela paralisia. O Estado afirmou que já possuía um plano de ocupação ordenado e seguro para o local, mas que foi impedido de executá-lo devido à intervenção federal iniciada em setembro de 2025.

Buscando uma solução definitiva, os comerciantes acionaram o Ministério Público do Acre (MPAC) para intermediar o conflito e garantir a permanência legal no espaço. A categoria reivindica um caminho jurídico que permita a retomada das melhorias na orla e a regularização das atividades. O objetivo é garantir que a Gameleira volte a ser um ambiente seguro para o lazer das famílias acreanas e para a movimentação da economia local, hoje prejudicada pela burocracia estatal.

Notícias relacionadas :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS