Idaf investiga suspeita de monilíase em Marechal Thaumaturgo

Monilíase é detectada pela formação de uma grande quantidade de pó branco (esporos) na superfície dos frutos. Foto: Luan José/Idaf

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) enviou uma equipe técnica à comunidade Foz do Arara, em Marechal Thaumaturgo, para investigar um possível foco de monilíase. A mobilização ocorreu após o secretário de agricultura local identificar sintomas da doença em frutos de cupuaçu. Amostras foram coletadas para análise laboratorial e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já foi formalmente notificado sobre o caso, que coloca a região em estado de vigilância.

A investigação ganhou força após o relato do produtor rural e a vistoria técnica de Luan José da Silva, que confirmou a presença de sinais típicos, como a formação de pó branco nos frutos. Considerada uma praga quarentenária, a monilíase ataca severamente as produções de cacau e cupuaçu. Embora existam vetores naturais como vento e chuva, o Idaf alerta que o transporte humano de sementes, mudas e até utensílios contaminados é o principal fator de disseminação da doença para áreas livres.

Desde o primeiro registro da praga no estado, em 2021, o governo do Acre mantém protocolos rigorosos de controle, incluindo barreiras fitossanitárias permanentes na BR-364. Segundo Waldirene Gomes, chefe do Departamento Tático do Idaf, a agilidade na resposta é crucial para o isolamento do foco. Caso a contaminação seja confirmada pelo laboratório, medidas emergenciais de erradicação serão implementadas imediatamente para proteger a economia agrícola da região do Juruá.

Com informações de Agencia de noticias do Acre

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