Malha aérea do Acre rompe isolamento e garante atendimento de saúde em cidades remotas

O Acre consolidou sua malha aérea regional como o principal braço de integração do estado, registrando mais de 11,9 mil voos em 2025 e mantendo um ritmo intenso com 1.061 operações apenas em janeiro de 2026. Em municípios como Porto Walter, Jordão e Santa Rosa do Purus, onde o acesso por terra é inexistente, a aviação é a única via rápida para o transporte de pessoas e insumos básicos. Esse fluxo é sustentado por um plano de investimentos que ultrapassa R$ 30 milhões, focado na modernização de oito aeródromos estaduais e na regularização das pistas junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A eficiência operacional reflete-se diretamente na preservação de vidas, com destaque para os 129 voos de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) realizados no início deste ano para remoção de pacientes em estado crítico. A instalação de iluminação noturna em aeródromos estratégicos, como os de Feijó e Tarauacá, foi um divisor de águas, permitindo socorro imediato em casos que antes dependiam de demoradas viagens fluviais. Segundo o governo estadual e o Deracre, a infraestrutura aeroportuária deixou de ser uma questão logística para se tornar uma ferramenta de cidadania e garantia de saúde pública.

Atualmente, frentes de trabalho coordenadas pelo Deracre avançam na recuperação estrutural e nivelamento de pistas nos municípios de Jordão e Marechal Thaumaturgo, visando ampliar a segurança das decolagens. O esforço contínuo de manutenção, que inclui a revitalização de terminais e casas de embarque, busca não apenas manter os números recordes de voos, mas assegurar que o Estado chegue às populações mais distantes. Com o fortalecimento dessa rede, o governo garante que a distância geográfica não seja um impedimento para o acesso a serviços essenciais e ao desenvolvimento das comunidades isoladas.

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