
O Acre continua enfrentando os efeitos da estiagem, com baixos volumes de chuva e redução no nível da maior parte dos rios monitorados no estado. Em Rio Branco, o Rio Acre marcou 2,46 metros nesta quinta-feira (16), permanecendo cerca de 90 centímetros abaixo da média histórica para esta época do ano, que é de 3,35 metros.
As informações fazem parte do Boletim Hidrometeorológico nº 124, divulgado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O levantamento mostra que, nas últimas 24 horas, apenas três rios registraram aumento no nível: o Rio Acre, na capital, o Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, e o Rio Abunã, em Plácido de Castro. Nos demais pontos monitorados, a tendência foi de queda.
A previsão meteorológica também indica que o cenário deve continuar nos próximos dias. Entre 16 e 22 de julho, os acumulados de chuva previstos variam de apenas 1 a 10 milímetros em grande parte do estado, índices considerados inferiores ao esperado para o período.
Com a estiagem se intensificando, aumenta também o risco de incêndios florestais. Para sexta-feira (17), o boletim aponta risco entre médio e crítico em áreas do Baixo Acre e Alto Acre, além de regiões isoladas do Juruá, Purus e Tarauacá/Envira.
Entre as áreas que exigem maior atenção estão a Reserva Extrativista Chico Mendes, a Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, as Florestas Estaduais do Rio Gregório, Antimary e Afluente, além das Áreas de Proteção Ambiental São Francisco, Irineu Serra e Amapá, onde as condições climáticas favorecem o surgimento e a propagação de focos de incêndio.
Foto: AC 24 horas
